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Como recebo pagamentos por Pix no meu site?

Mostre ao comprador um QR Code Pix, com o código copia e cola ao lado, que já leve a sua chave Pix e o valor exato do pedido. Há dois jeitos de ter esse código: o estático, que o próprio site pode gerar a partir da sua chave sem integração com banco nenhum, e o dinâmico, que o seu banco ou provedor de pagamentos emite pela API dele. O caminho estático não exige integração e o dinheiro cai direto na sua conta, mas nada avisa o site de que o pagamento chegou — você confirma no banco. O dinâmico é o que traz a confirmação automática.

Estático ou dinâmico: a escolha que decide todo o resto

O Banco Central define os dois no Manual de Padrões para Iniciação do Pix (a versão atual é a 2.10.0). No código estático, tudo o que é preciso para iniciar o pagamento está dentro da própria imagem: um item obrigatório, uma chave Pix registrada no DICT, e quatro opcionais — um identificador da transação, um campo de texto livre, o valor e um campo usado só pelo Pix Saque. O manual diz que o código estático pode ser criado diretamente pela automação do próprio recebedor e afirma, em maiúsculas, que criá-lo NÃO faz parte da API Pix. O seu site pode montá-lo; nenhum banco precisa participar.

Já o código dinâmico contém uma URL no servidor do seu provedor de pagamentos, que o aplicativo do comprador consulta no momento da leitura para buscar o valor e os dados da transação. Como só o seu provedor pode servir essa URL, o código dinâmico sempre vem de um provedor — a API Pix do seu banco ou uma empresa de pagamentos — e é esse mesmo provedor que pode avisar o seu site quando o dinheiro entra. A regra prática: se o pagamento precisa liberar algo automaticamente (um download, uma conta, um horário agendado), você precisa do caminho dinâmico e de algo no servidor para receber o aviso, a mesma linha traçada em meu site precisa de backend. Se uma pessoa pode conferir o banco antes de entregar, um código estático com o valor já basta.

O que encontramos nos sites que hospedamos

A AgentCeres — o AI Growth Officer em agentceres.com — hospeda páginas que os clientes constroem com o agente dela, e a maioria desses clientes está no Brasil. Quando contamos, em 23 de setembro de 2026, 54 de 173 páginas de clientes no ar mencionavam Pix e 78 mostravam preços em reais. O problema estava em como recebiam:

  1. Nove páginas traziam um código Pix que a IA tinha escrito à mão. Um BR Code termina com um dígito verificador calculado sobre todos os caracteres anteriores, e o manual observa que até a ordem dos campos o altera. Um código com um caractere errado não é lido — pelo menos um cliente nos contou que o aplicativo do banco não conseguia escanear o dele.
  2. Vinte e duas páginas exibiam a chave Pix como texto. Funciona, mas o comprador digita o valor, e pagamentos errados ou parciais ficam fáceis. Um dono tinha pedido para usar o CPF, o que coloca um documento pessoal numa página pública; uma chave aleatória faz o mesmo papel sem isso.
  3. O pagamento era "comprovado" pelo comprador. Os formulários de pedido pediam que o comprador marcasse uma caixa dizendo que tinha pagado e enviasse um print — o que só prova que alguém sabe tirar print.

Então colocamos o caminho estático na nossa hospedagem, e as escolhas são a parte que serve para qualquer um. O código é gerado a partir da chave do próprio dono, então o banco do comprador paga direto o banco do dono e nunca ficamos com o dinheiro. O valor é calculado no nosso servidor a partir dos preços da página publicada, nunca de um total enviado pelo navegador, porque qualquer coisa na página pode ser alterada pelo visitante. Se o valor não pode ser calculado, a geração falha em vez de cair num código sem valor. E a confirmação continua manual: o dono confere o banco e marca o pedido como pago, e a página do comprador diz que está aguardando o vendedor até isso acontecer.

Como acertar um código estático

Antes de publicar um código Pix
  • Gere o código com uma ferramenta ou biblioteca que siga o padrão BR Code, nunca digitando ou editando a sequência — o dígito verificador no final precisa bater.
  • Coloque o valor no código sempre que o preço for conhecido, e calcule-o onde o visitante não possa mudá-lo.
  • Inclua um identificador curto da transação (até 25 caracteres) por pedido, para casar cada depósito com o pedido no extrato.
  • Mostre o copia e cola ao lado da imagem do QR: quem paga pelo mesmo celular não consegue escanear a própria tela.
  • Pague você mesmo uma vez, com um valor pequeno, antes de qualquer cliente.

Um detalhe joga a favor do comprador. O manual diz que o nome que o pagador vê antes de confirmar é sempre o registrado no DICT para aquela chave, e o nome do recebedor escrito no código é ignorado. Então o comprador pode conferir quem de fato vai receber o dinheiro, diga a página o que disser — vale avisar isso perto do botão. Se você prefere fechar a venda numa conversa em vez de na página, um botão de WhatsApp que envia o pedido é a alternativa comum, e os dois funcionam bem juntos.

Perguntas frequentes

Preciso de CNPJ ou de um gateway de pagamento para receber Pix no site?
Não para um código estático: ele só precisa de uma chave Pix registrada na sua conta, e pessoas físicas podem registrar chaves. Um gateway ou a API Pix do seu banco passam a ser necessários quando você quer códigos dinâmicos e confirmação automática.
Posso usar o mesmo QR Code Pix para todos os pedidos?
Pode, se ele não tiver valor — o comprador então digita o preço, o que convida a erros e dificulta casar depósitos com pedidos. Um código por pedido, com o valor e um identificador, evita os dois problemas.
Como sei que um pagamento Pix chegou?
Com código estático, conferindo o banco — procure o valor e, se você definiu um, o identificador da transação. Se o seu provedor dá acesso à API Pix, pagamentos feitos a um código estático que tinha identificador da transação também podem ser consultados por lá, o primeiro passo para automatizar.

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